Enfim… vou escrever um pouco sobre a vida. Que ao mesmo tempo em que está fácil, não está. Vamos começar falando sobre os amigos. Estava pensando sobre o Matheus Índio esses últimos dias. Ele é uma pessoa muito legal, que conheço desde o primeiro período. Só que a gente nunca teve tanto contato, tanta afinidade. Até um dia que nós fomos ao Buxixo com o pessoal e tal, e eu fiquei meio alegre porque depois do Buxixo sentamos na praça, compramos uma vodka. Foi basicamente aí que eu comecei a conversar com o Índio. Ele me perguntou sobre o Henrique. Achei muito fofo ele ter perguntado, ai expliquei tudo pra ele. Ele foi muito legal e compreensivo e amigável. Fiquei muito feliz. A partir daí passamos a conversar mais. Teve um dia que eu estava indo almoçar numa sala e encontrei-o no meio do caminho. Ele já tinha terminado de almoçar, mas ele quis me fazer companhia. Nós conversamos sobre… não lembro… que merda. Mas enfim, ele estava meio chateado com algo e tal, mas lembro de que nos abraçamos no final e ele agradeceu por me ter como amigo. A partir daí não me lembro de ter outra conversa com ele. Ta aí o problema. A gente meio que se afastou. E no último domingo, dia 25 de Março de 2012, não fui ao aniversário dele. Cara, sério. Eu me senti um idiota. Ele deve achar que não quero mais saber dele. Pedi desculpas por mensagem e dei parabéns. Ele respondeu que não tinha problema, que poderíamos marcar outra coisa. E no final da mensagem ele dizia um simples “Te amo.” Eu fico muito feliz quando alguém diz que me ama sem eu ter dito antes. Pra mim parece mais sincero. E aqui estou eu escrevendo sobre isso. Não era minha intenção me afastar dele. É um problema que eu tenho. Não saber lidar com as pessoas.
Bom, variando um pouco o assunto, vamos ao Henrique, já que eu o citei. Não vou falar muito. Só vou dizer que ele ainda mexe comigo de alguma maneira. Desculpa sociedade, mas não posso controlar isso. Eu tento deixar tudo numa boa, o chamando pra sair e tal, mas eu sempre fazendo algo inapropriado e estragando a porra toda. Não sei lidar com pessoas, principalmente quando algum sentimento está no meio.
Tá. Poderia escrever sobre cada pessoa, mas ia ficar muito chato pra quem fosse ler (se alguém for ler) então vou resumir: Alessandro Valdez – depois que nós não nos encontramos todas as manhãs, as coisas estão muito diferentes. Não sei se é porque estou acostumado ou porque é pra nos afastarmos mais mesmo. Cristina Motinha – sinto falta de ir embora pra casa com ela. Sinto falta das coisas que fazíamos. Sinto falta. Lucas FrankS – ele gosta muito de mim como amigo dele, mas eu sempre acabo fazendo algo idiota ou escroto com ele. Barbara Celestrini – tentando melhorar minha relação com ela. Adriano Pinto – não vou nem comentar. Pedrinho – tem me feito feliz ultimamente. Tatiana Cruz – fofa. Sempre pergunta como estou. Krishna Aparecida – tudo normal. Os outros estão tudo o mesmo, a meu ver. Ah… Eliezer. Só tenho uma frase a disser sobre isso: a mágica parece que acabou. Realmente não sei no que se baseia/baseava a nossa amizade. Mas as coisas mudaram… Com certeza.
Quem sabe a vida parece meio sombria porque ainda não decidi muito bem o que quero fazer da vida? Quem sabe seja porque eu não estou sendo eu mesmo? Quem sabe seja porque eu penso demais? Quem sabe seja porque eu não gosto de mim mesmo? Quem sabe seja porque eu não tenho alguém pra conversar sobre isso? Quem sabe?
Eu me olho no espelho e não gosto do que vejo. Muita coisa não me agrada. Se muita coisa não ME agrada, acho muito difícil agradar outra pessoa. Eu tenho ótimos amigos sim. Mas não pra conversar essas coisas. O máximo que vão dizer é que estou de mimimi. Eu não tenho muitos amigos gays. Praticamente não tenho amigos gays. Imagino que eles me entenderiam melhor talvez. Eu me sinto meio deslocado sabe. Eu queria gostar da mesma coisa que os meus amigos, saber tocar baixo ou algum instrumento que eles toquem, ir a shows como Roger Waters, The Kooks, o Lollapalooza… mas se eu fizesse isso agora eu seria taxado de poser e as coisas só iam ficar mais chatas. Queria poder conversar mais sobre o que eles conversam, mas não dá. Fico meio chateado por causa disso. Talvez eu seja muito complexado e neurótico.